quinta-feira, 29 de março de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 7

  "Ele esperou alguma reação minha, mas eu não disse nada. Fiquei apavorada.
   Dias se passaram e a cidade voltou ao normal. Eu e Josué não falávamos sobre o assunto e mesmo assim nos dávamos bem. Me apeguei muito a ele e ele parou de andar com as más influências. No dia de Ação de Graças, todos da escola estavam na festa da cidade. Reparei que um grupinho ou melhor os antigos amigos de Josué e eles não paravam de nos encarar. Brian era o único que ficava na dele - deve ser por culpa, lembranças ou até mesmo arrependimento, mas o que eu nunca vou entender, é o porque do mistério e o porque dele estar até hoje com esses garotos. Percebi que Josué seguiu meu olhar. Ele disse pra irmos embora e eu disse que estava cedo. Josué foi buscar bebidas e eu fiquei ali parada e insegura. Um dos garotos veio em minha direção - cabelos loiros e pele inacreditavelmente pálida e os olhos claros, me encarando com um sorriso malicioso. O garoto parou na minha frente e disse "olá". Não respondi. "Não seja mal educada, mocinha" ele disse como se estivesse falando com uma criança. Eu estava evitando de olhar diretamente pra ele. "Vai se arrepender em ser tão petulante", assim que ele saiu, Josué chegou me entregando um copo de suco. Olhei novamente pro grupinho que ria, o garoto loiro olhou pra mim; naquela hora senti um calafrio enorme passar pelo meu corpo. Josué perguntou se eu estava bem, eu disse que estava, mas que queria ir embora.
 Ele segurou minha mão e fomos em direção ao seu carro. Eu queria perguntar á ele o que o garoto quis dizer com "vai se arrepender". O que ele poderia fazer ? Qual é o problema dele ?"
 Antes de entrarmos no carro, alguém assoviou, olhamos pra trás e um dos garotos do bando, estava chamando Josué. O loiro já não estava mais lá, na verdade, tinha apenas 3 deles ali. Estranho...! Fiquei no meu canto, enquanto ele ia falar com eles. Não dava pra escutar muito bem o que falavam. Vi algo se mexer na pequena parte da floresta. Devia ser um animal, não me importei. Mas ouvi um "psiu" vindo dali. Eu deveria ir lá ? Não, é melhor não. "Psiu" ouvi outra vez. Olhei pra onde Josué estava e parecia haver uma discussão, algo que Josué não concordava. Comecei a ficar assustada com o barulho que vinha de trás das árvores, mas resolvi ver o que era. Dei um passo a frente quando Josué me chamou. Sem me virar, olhei descaradamente pro rosto que começara a sair de trás dos arbustos. Reconheci a pele impecavelmente branca, mas logo não vi mais nada. Josué tocou meu ombro, me virei o abracei.
 Quando estávamos chegando em casa, ele disse que queria conversar sobre algo importante. "Diga", eu disse confiante. Depois de um longo suspiro ele começou... "Tudo começou com meu avó que tinha uma rixa com um outro cara e como eu...ele tinha amigos e eles combinaram de fazer a família desse cara, desaparecer, essa briga existe até hoje, porque...um deles não morreu". Ele olhou pra frente encarando a rua vazia. "Essa pessoa mandou matar o meu avó e antes disso acontecer, ele me fez prometer que acharia essa pessoa e junto com os outros caras, eu o mataria". "Como assim ? por que razão ?" perguntei assustada."Eu era uma criança, Elizabeth, não tinha noção do que estava fazendo." ."Mas até agora eu não entendi...o que eu tenho haver com isso?". Na hora que ele virou o olhar pra mim, senti aquele mesmo arrepio que o garoto loiro me passou. "Quando ele morreu, senti um ódio enorme tomar conta de mim e como o prometido, fui tentar achar algo que me levasse ao sobrevivente." "Achou ?" "Sim." "E?" "O nome dele é... Martin...Brand". "MEU PAI ?" disse indignada.
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Sim, to demorando a postar, sim, isso tá ficando uma merda, sim, o post tá pequeno, sim, ficou tudo confuso, mas mesmo assim decidi postar. perceberam que só há narração da Elizabeth, certo ? certo. vocês vão ver poucas narrações da Milena, porque algo que vai acontecer com a Elizabeth que vai desenrolar a história!! e eu já dei uma pista ENORME ai, o que acham ?

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 6

 Justin estava sentado no jardim olhando pro nada. Ele parecia pensativo. Não queria o incomodar, mas ele percebeu minha presença e sorriu de canto. Concordo que ele não é uma das melhores pessoas pra se conversar. Na verdade ele seria a última pessoa com quem eu quero conversar.
 Antes que eu entrasse novamente em casa, ele segurou meu braço.
- Não vou te machucar – ele parecia ser sincero.
 Decidi me sentar com ele no jardim. Fiquei no máximo de distância possível. Ele não palpitou sobre isso.
 O sol já estava se pondo e o silêncio me matava.  Só ouvi o barulho de um carro entrando em casa.  Eram os amigos de Charlie.  Chaz acenou pra mim e retribui. Justin o olhou pelo canto do olho e virou a cara com a mesma expressão séria.
- Porque queria que eu ficasse aqui ?
- Queria te ter por perto.
 Ok. Por essa eu não esperava.
- Por ...?  - tentei saber mais.
- Sei lá, não gosto muito de você, mas gosto que fique perto de mim – ele me olhou nos olhos, mas desviei o olhar.
- Que tipo de pessoa faz isso ?
- Eu – riu irônico.
 Tentei não aprofundar mais o assunto.
 No dia seguinte, Justin estava estranho de novo.
- Oi - ele disse quando me viu atravessando o jardim.
 Acenei e continuei caminhando em rumo as arvores.
 Estava de manhã, mas as arvores deixam o lugar escuro. Havia um espaço entre elas que entrava a luz do sol, o que me impediu de olhar pra lá.
 Uma vez vi Charlie falando deste lugar. Era um dia de acampamento no verão na escola. Ficamos todos reunidos envolta da lareira, contando histórias assombrosas.
 Sentei em uma sombra e abri o diário sobre minhas pernas cruzadas.

 "Dias se passaram depois do assassinato que aconteceu na cidade. Josué sorria pra mim, mas eu sabia que ele escondia algo. Algo que eu queria saber. O perguntei qual era o problema e pela terceira vez achei que ele me negaria, ao contrário. Ele me levou pra trás da escola, olhando pra todos os lados. Eu sabia que agora sim ele iria me falar tudo...tudo o que o incomodava. Josué começou a falar dessa tal garota que foi assassinada, e no meio do assunto surgiu o nome de um amigo dele, Brian. Aos poucos percebi o que realmente ele queria falar. Esse Brian era namorado da "Mel". Ela é uma das garotas mais nerds da escola e Brian gostava muito dela, mas ao mesmo tempo exigia muito. Ela se cansou e quis terminar o namoro. Mas era tarde demais. A obsessão de Brian por ela passava dos limites. Antes do assassinato, Brian levou Josué até a casa de seus pais. Mel estava lá. Josué jura que não tem ideia do que aconteceu e diz que ele tem culpa no assassinato dela. "

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 5

PRIMEIRAMENTE: me perdoem pela demora, sei que estão gostando, e sei o quanto é chato alguém demorar a postar, enfim....!
 Meu sobrinho estava internado (do UAI, ele foi pro hospital particular e de lá mandaram ele pra medicina), ficou um caos aqui em casa, ninguém sabia o que ele tinha - quase foi tarde demais ( e ele só tem 11 anos), ele ficou quase 20 dias internado - sem comer, falar, andar... a base de soros e tals. Mas graças a Deus, graças as Orações, ele já está bem e já até saiu do hospital :D e o outro motivo por não ter postado, foi que o display do meu pc queimou ¬¬ mas tá ai um pequeno capítulo do diário, espero que gostem!! e obrigada por não me abandonarem.
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- Idiota - sai dali correndo pra dentro da casa.
 Bati a porta do meu quarto e fui tomar um banho pra esfriar a cabeça.

 Depois do banho, eu e Charlie fomos visitar a casa de um amigo dele. Stratford é uma cidade muito pequena, então você conhece praticamente todos ao redor.
 O amigo dele se chama Chaz. Eles ficaram conversando sobre jogos de video game, enquanto eu prestava atenção no diário que levara em minhas mãos.
 "Josué andava em minha direção. Ele tinha um sorriso lindo. Ele disse um "oi" com a voz meio rouca. Respondi da mesma forma. Agora ele estava com uma aparência melhor e mais feliz. Não vi Emilia e suas amigas hoje. Talvez eu não tenha prestado atenção em nada. Josué não saía do meu lado. Ele é sempre muito carinhoso e gentil.A não ser que estivesse com seus amigos."
- Né, Milena ?
- O que ?
- A gente tá falando com você - Charlie estranhou.
- Ah, me perdoem, eu estava lendo...
- Deixa a garota ler, Charlie - Chaz deu um "tapa" em Charlie.
 Ele revirou os olhos e voltou sua atenção pra TV.
 Sorri como um "obrigada" á Chaz e ele retribuiu.

 Voltamos pra casa e vi meu pai discutindo com Jeremy. Eles pararam assim que nos viu.
- Estão brigando ?
- Ah...não.
 Charlie continuou insistindo sobre isso e fui pro meu quarto.

 "Alguns dias depois, todos estavam falando sobre um tal assassinato na cidade. Ninguém sabe o que é ainda. Isso é muito estranho. Todos são muito humildes demais pra cometerem um assassinato. Alguns dizem que foi um suicídio, eu também acho que é. Mas é muito estranho o modo como ela morreu." 


 No dia seguinte, acordei mais disposta á ler o diário.

 "Meus pais não me deixam sair de casa como antes. Passaram a ser mais vigorosos, depois que a garota morreu. Ainda é um mistério saber quem a matou e sabem que não foi um suicídio. Na escola todos falam sobre isso. Hoje vi Josué, não com a mesma cara de semana passada. Ele estava com seus amigos e olhando pra mim a cada 5 minutos, e forçava um sorriso. Depois da aula, Josué veio conversar comigo e disse algo sobre "cuidado com eles" e "preciso ficar longe de você", não entendi o propósito disso. Ele realmente estava estranho e mais cuidadoso com o que falava. Tentei não parecer preocupada. Josué só sorriu e voltou pros amigos dele. Emilia sempre tentava conversar com ele, mas da mesma forma que ele agiu comigo, ele agiu com ela. Conversei com a minha mãe sobre isso, fui mais cautelosa em falar de Josué."


 Isso me deu uma ideia: conversar com a mamãe.
 Fui até ela que estava na sala. Ela sorriu fraco pra mim.
- O que foi ? - perguntei me sentando ao seu lado.
- Ah...nada.
- Quem nada é peixe, mãe. Fala logo.
 Ela se virou pra mim e notei seu olhar triste.
- Eu descobri umas coisas...sobre o seu pai e...- ela deixou uma lágrima cair.
- E...?
 Ela balançou a cabeça negativamente. A abracei.
- O que descobriu ?
- Ele...quer...
- Quer...
 Ela começou a chorar.
- Não precisa dizer agora.
- Obrigada, filha.
- Só não fala isso pro Charlie, sabe como ele é.
 Ela riu pelo nariz.
 Jeremy entrou em casa e senti o olhar confuso da minha mãe sobre ele. Ela parecia fazer várias perguntas sobre ele...só com o olhar.
- Preciso falar com você...a sós - ele olhou pra mim.
 Me levantei com raiva e sai de casa. Imaginem quem estava lá.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 4

 Meu pai é a pessoa mais inocente do mundo. Ele acredita em tudo, e porque eu não faço o que eu quero ? Por isso mesmo, ele acredita no que as pessoas falam e, dispõe regras sobre isso.
 Voltei pro meu quarto e o tranquei. Tomei um banho quente e depois dormi.

 Na manhã seguinte fui tomar café da manhã com Charlie. Meus pais já haviam saído pra trabalhar. Olhei pela janela e os dois estavam lá. Justin estava com Jeremy no jardim. Ele estava sem camisa e com um balde na mão. Senti uma coisa estranha dentro de mim. Meu coração batendo mais rápido talvez. Decorei cada curva de seu corpo perfeito, e seus lindos cabelos castanhos claros bagunçados. De repente ele encontrou meu olhar e me escondi depressa. Corri pro meu quarto e o tranquei.
 Tentei não pensar, no que acabei de pensar. Abri o diário e comecei a ler, de onde parei.

 "Josué, Josué, Josué...não, não. Tudo o que penso é sobre este pobre ser que não sai de minha cabeça. Hoje na escola, ele estava com aquela garota de novo. Emilia. Acho que são namorados, ou alguma coisa assim. Nolan me contou uma história bem bizarra no horário vago, ele é super engraçado, mas hoje ele estava estranho. Na verdade Nolan é meu primo e ele dizia coisas tipo "cuidado com o seu sobrenome" e "cuidado com a família dele". Ele dizia isso apontando pra Josué. Nolan com certeza deve ter algum tipo de retardamento ou algo do tipo. 
 No dia seguinte, Josué estava sozinho no refeitório, me sentei do lado dele, sem nenhum medo. Tentei parecer a pessoa mais normal do mundo. Perguntei a ele, o porque de estar sem Emilia, ele disse que ela havia viajado e do nada começou a chorar. Fiquei sem reação. Ele deve gostar mesmo dela, enfim...! Por impulso o abracei e ele retribuiu. Eu nunca vi um homem chorar. Me senti mal por estar aproveitando dele. Mas Josué é mais frágil do que imaginei. Ele chorava soluçando e quando terminou, me olhou nos olhos. Os olhos dele são de um tom preto conforme seus cabelos. Olhos misteriosos. Não posso sequer ver sua pupila. Senti uma aproximação da parte dele, recuei e sai dali as pressas. 
 Não sei se o que fiz foi o certo, mas tenho que me valorizar. Minhas família têm seus caprichos e como a mais velha, tenho que honrar tudo isso. Ai meu Deus, tudo isso o que ? Eu nem ao menos posso escolher minhas próprias roupas."
 Em uma pequena parte da folha, havia uma marca, que parecia ser uma lágrima já seca. Elizabeth teve uma vida parecida com a minha. Segue os padrões da família. Isso é horrível.
 Guardei o diário e fui pro jardim. Fazia aquele sol quente de novo. Charlie estava com uma garota na piscina. Parece que os trabalhos de Jeremy deu certo. O jardim estava...senti alguém puxar meu braço. Era Justin. Ele me puxou até atrás da casa.
- Me solta - me debati dele.
 Ele me soltou e meu braço estava vermelho.
- Idiota - comecei a bater dele.
- Calma, calma, mocinha - ele segurou meus braços novamente.
 Justin deu um sorriso irônico.
- O que você quer ?
  Ele se aproximou de mim, me empurrando pra trás. Não consegui dizer nada, só senti a parede atrás de mim. O rosto dele estava praticamente colado ao meu. Nossas respirações estavam fortes. Justin colou nossas testas e fechei meus olhos. Ouvi sua risada se afastando de mim. Abri os olhos e ele me encarava rindo.
- Tinha que ver sua cara, ficou louca por mim - ele riu mais.
- O que ?
- Você é louca por mim.
- É claro que...não.
- Então porque não me impediu ? - Justin ficou sério.
- Porque....porque...
- Porque é louca por mim - ele deu um sorriso de canto.
 Com certeza eu sou louca por ele, mas não vou ser derrotada dessa forma.
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beliebers, beliebers, sei que tem muita diferença com as fics que escrevo, MAS TÊM QUE ME DIZER SE ESTÁ BOM, enfim, comentem e sigam o blog. :D Beijos&mordidas bitchies. e pra quem não sabe quem é Josué (Joshua) e Emilia, eles são avós paternos do Justin, na vida real, ok ?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 3

 Depois do momento mais estranho da minha vida, voltei pro meu quarto e fiquei por lá, até eles irem embora. Logo olhei pela janela e os vi saindo da casa. Justin deu uma rápida olhada pra mim e me escondi.
Onde eu morava, os garotos eram de classe média alta e eram sempre educados. Papai tinha me arranjado um namorado. É o tipo de namorado que toda garota queria ter, e nunca gostei dele. Mas Justin...Justin é diferente em todos os aspectos. Ele é...lindo. Não. Ele é mal educado e estranho.
Fiquei irritada comigo mesma, tentando não pensar nele. Depois de um banho, peguei o diário. Isso iria me ocupar, então resolvi ler desde o começo.

“05 de fevereiro de 1937
O primeiro dia na escola nova. Uma multidão de alunos em volta das listas da classe. Tentei não me misturar, esperei pra que não tivesse ninguém.
Ouvi gritos de garotas de fora da escola. Todos fora ver o que era, menos eu, é claro.
Depois que soube onde era minha sala, vi uma garota ruiva e alta com os cabelos bagunçados e a cara vermelha marcada. Ela parecia brava. Logo atrás, veio uma garota com o nariz sangrando sendo puxada por um garoto. Devo achar normal briga no primeiro dia de aula ?
Quando entrei na sala, várias pessoas vieram na minha direção.
Eles só queriam saber meu nome. Conheci Ash, Marie, Brian e Nolan. Eles são legais, me mostraram a escola e os outros alunos da sala. Nesse mesmo dia esbarrei em Josué - segundo Ash-,um garoto um pouco mais do que eu. Ele tinha cabelos e olhos escuros, sua pele é totalmente bronzeada e seu sorriso é lindo. Fiquei o resto do dia pensando nele.”
Isso foi a primeira coisa que Elizabeth escreveu nesse diário. Nada tão terrível.

No outro dia, decidi andar melhor pela casa. Hoje é um dia de calor, então meu pai resolveu chamar Jeremy para ajudá-lo com a piscina. Não vi o tal Justin por ali. Charlie estava em seu quarto e mamãe na cozinha.
Decidi entrar no único banheiro da casa que não estava em um quarto. Assim que entrei ouvi o som da descarga e...
- AI MEU DEUS – tapei os olhos.
- Parece que não sou só eu que entra sem bater na porta – ele disse fechando o zíper da calça.
- O que....o que tá fazendo aqui ? – dei uma espiada pra ver se ele já estava vestido.
- Necessidades ?
- Você não tem casa ?
- Na verdade tenho, mas gosto dessa.
- Acontece que aqui não é a sua casa.
- Claro que é.
- Como assim ?
Ele riu.
- Do que tá rindo ?
Ele riu mais.
- Idiota – sai de lá batendo o pé.

Fui em direção ao meu pai que estava fora da casa.
- Pai – o chamei – precisamos ter uma conversa.
- Pode falar.
- A sós – olhei pro Jeremy.
- Tudo bem – Jeremy saiu.
- Fala.
- Porque aquele garoto fica lá em casa ?
- Que garoto ?
- O Justin – falei o nome dele com raiva.
- O que ele te fez ?
- Tudo, pai. Não quero ele mais aqui.
- Não posso fazer isso.
- Porque ?
- Ele é filho de Jeremy, e Jeremy mora a muito tempo aqui, não posso fazer isso.
Abaixei a cabeça.
- Dê uma chance a ele.
- C-como assim ?
- Você devia o conhecer melhor.
- Devia ?
- Vocês seriam ótimos amigos.
 Amigos, claro.
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HÁ HÁ. aaai esse Justin. O que acham que a Milena deve fazer agora ? o.O COMENTEM colegas !!!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 2

Depois de sairmos pra almoçarmos, voltei pro meu quarto. Decidi abrir aquela porta, mas antes peguei uma máscara, não quero sair de lá com o nariz vermelho de tanto espirrar.
Abri a maçaneta com cuidado, dentro do quarto havia estantes e uma caixa no canto, ambos com teias de aranha.
Andei no chão de madeira em direção a caixa, mas antes senti o chão oco. Me agachei e bati na madeira, estava oca, sim. Tem algo lá, mas é impossível abrir. Fui novamente em direção á caixa. A abri e lá tinha um martelo. Porque teria um martelo ali ? A não ser...claro !
Cheguei perto do lugar onde estava oco e bati o martelo lá. Fez um buraco, mas já dava pra ver que eu estava certa. Havia algo lá. Peguei e parecia ser um caderno...com cadeado ? Talvez seja um diário. Limpei a frente dele e estava escrito "Elizabeth B..." não consegui ler o resto do sobrenome. Senti um vento forte entrando na sala. Sai dali e fechei a janela. Assim que me virei vi alguém atrás de mim. Comecei a gritar e ele também.
- Quem. É. Você ?
- Desculpa - ele começou a rir.
- QUEM É VOCÊ ? - fiquei nervosa com isso.
- Meu nome é Justin - ele estendeu a mão e eu recuei.
 Ele continuava rindo.
- O que quer aqui ? Sua mãe não te ensinou a bater na porta não ?
 Ele ficou sério.
- É que pensei que os novos moradores ainda não haviam chegado.
- Pensou errado, então.
- E como se chama ?
- Não te interessa.
- Bonito nome, Não te interessa.
 Respirei fundo.
- E mais uma vez me desculpa - ele disse saindo do quarto.
 Bati a porta quando ele saiu.
 Voltei minha atenção pro diário que estava em minhas mãos. Voltei na pequena sala e o abri com o martelo, comecei a esfolhear. As páginas não estavam tão conservadas, mas dava pra ler. Quem esconderia um diário debaixo do chão ? Será que há segredos aqui que ninguém possa saber ? Isso parece ser bem legal.
 Parei de esfolhear em uma página qualquer e comecei a ler:

 7 de abril de 1938

 Mais uma vez me trancaram dentro de casa. Não posso nem ao menos olhar pela janela, os guias do meu pai estão de plantão e não saem dali. Isso daqui tá virando uma prisão e um hospício da parte dos meus pais. Ás vezes peço pra empregada levar cartas a ele. Na verdade ele costumava a me responder, mas não recebo nem uma resposta. As coisas estão ficando difíceis. 


 Parei por ai.
 Quem será essa tal de Elizabeth ? E essa história parece ser bem antiga. Me interessei em acompanhar desde o começo. Mas meu pai me chamou. Guardei o diário em uma mala e desci. Todos já estavam lá e com visitas.
- Milena, estes são Justin e Jeremy, eles são caseiros e cuidam do jardim a muito tempo.
 Só ergui a sobrancelha e olhei pra Justin que sorria. O cabelo dele era todo bagunçado em um tom castanho claro, ele vestia jeans e uma blusa preta meio rasgada, assim como Jeremy.
 Me sentei no sofá com eles.
- Achou algo de interessante aqui ? - Charlie sussurrou e olhou pro Justin.
- Como ...?
- Eu vi a maneira que olhou pra ele.
- Larga de ser besta Charlie, não viu o que papai disse ?
- Você sempre seguindo o que ele diz ?
- Quer que eu faça o que ?
- Só não faça.
 Bufei. Charlie quer ser sempre o desobediente. Isso é irritante.
 Olhei pro Justin e ele picou pra mim. An ? Como ? Ele é...maluco ou algo assim ?
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Hey galers. Obrigada a quem está gostando. Agradeço mesmo. E perdão por não ter postado ontem, tive que sair e não deu pra escrever. NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR, OK ? deixem os twitters e @MyWorld_NSN seu blog ta aqui http://theonlyexceptionjb.blogspot.com/p/fanfics-recomendadas.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Diário de Elizabeth - Capítulo 1

 Mais um dia de chuva em Toronto, não sei qual é o problema do meu pai. Viajar numa chuva dessas? e ainda de carro? isso não vai dar certo...!
- Anda logo, mana, me ajuda aqui - Charlie disse quase derrubando as malas no chão.
 Peguei uma das malas e o ajudei a descer as escadas e a colocar no carro.
- Pegaram tudo ? - papai perguntou.
- Espera, esquecemos o seu cérebro...é brincadeira - Charlie engoliu em seco depois da cara que ele fez.
- Eu sei que viajar nessa chuva é perigoso, mas é que se não formos agora, vamos só o mês que vem.
- E qual é o problema de ir o mês que vem ?
- Charlie, querendo ou não querendo, eu tenho que ir, e vou levar vocês comigo, ok?
 Charlie abaixou a cabeça e entrou no carro.

 Depois que papai deu a partida, entramos logo na estrada. Estava chovendo pra caramba, mas por sorte não havia buracos. A viajem seria longa, e não demorou muito pra que Charlie se esticasse no banco. Folgado.

 A chuva foi chiando aos poucos, mas ainda trovejava. Foi quando chegamos á maldita cidade. Papai parou em uma conveniência pra perguntar a direção do endereço. Ele voltou com uma cara de assustado.
- O que foi ?
- O cara do balcão disse que... fica na parte leste.
- Ah, qual é pai, não foi só isso - Charlie se levantou.
- Ele disse que as últimas pessoas que moraram lá, faz...70 anos.
- Como assim 70 anos ? A imobiliária falou algo sobre isso.
- Porque acha que estou assim ?
- Uh, sinistro - Charlie sorriu de canto.
 Charlie não é um irmão normal. Acho que irmãos não são normais, eles são muito...bipolares. Charlie pode ser o melhor irmão do mundo, mas ao mesmo tempo, o pior deles.

 Não demorou mito e chegamos ao lugar. Uma casa enorme, e não parecia ter 70 anos de abandono.
- Uau - eu e Charlie dissemos juntos.
 Levamos as malas pra dentro e visualizei a casa melhor. Retiro o que disse. Agora me deu medo. A decoração brega e antiga. Os móveis empoeirados e sujos, havia panos em cima de espelhos.
- Contratou uma empregada, né, pai ?
- Não. Mãos a obra.
- Você tá brincando, né ? - perguntei esperando um "sim".
- Milena e Charlie ficam com a parte de cima, eu e Belly ficamos com essa parte.
- Pai...- resmungamos.
- Vão logo escolher os quartos.
 Abaixamos as cabeças revoltados e subimos as escadas.
 Charlie entrou na primeira porta e a fechou. Fiquei com o da frente. O quarto não tem muita diferença com a casa, mas é mais aberto. Fui até a janela. O lugar parecia um pouco morto por causa da chuva que dava um ambiente caído. Era pra ser ao contrário.
Havia uma pequena floresta do outro lado da rua. Pelo menos algo estava vivo nesse lugar.
 Papai entrou no quarto pra deixar as malas e perguntou se eu estava gostando. Eu disse um "sim" péssimo. Mesmo que parecesse falso, ele gostou.
 Me acolhi no enorme quarto. Vi duas portas a mais. Uma seria o banheiro e a outra ?
 Resolvi não abri-la. O que poderia ter lá ? poeira claro. Não quero ficar espirrando pelo resto do dia.
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Ok, isso tá horrível, é minha primeira fanfic desse nível. influência da @BiebsMarido. E já vou avisando, vai demorar um pouco pro Justin aparecer, GOSTARAM o.o ?